Uma boa hidratação é fundamental para a performance em qualquer esporte. A atividade física aumenta a perda de líquido (tanto pela transpiração quanto pela respiração). Essa perda precisa ser recuperada para não comprometer o rendimento. Se no dia-a-dia dá para esperar a sede aparecer, na prática esportiva é preciso se adiantar a ela. Um dos motivos é que o líquido leva até 60 minutos para viajar do intestino aos músculos. Estudo realizado em 2007 pelo Colégio Americano de Medicina Esportiva (EUA) demonstrou que a desidratação não prejudica só a habilidade física mas também a concentração. Os pesquisadores fizeram um grupo de 11 jogadores de basquete caminhar por cerca de meia hora a uma temperatura de 40 graus e, em seguida, entrar na quadra sem beber nenhum líquido. Resultado: foi que a falta de hidratação causou declínio na vigilância dos esportistas.
“Junto com o suor, o organismo perde minerais que precisam ser repostos”, avisa Botticini Peres. “Por isso, quando a atividade ultrapassa uma hora, o ideal é recorrer às bebidas isotônicas, que contêm sódio, potássio, magnésio e também glicose, importante na absorção dos minerais.”Às vezes, a vontade de beber água nem aparece, como no caso de quem pratica natação. A sede é controlada pelo volume de sangue no centro do corpo e, quando ele cai, uma mensagem segue para o cérebro, que dispara essa sensação de secura. Na piscina, a pressão da água faz com que o sangue saia da superfície da pele e vá para o centro do corpo, enganando o mecanismo da sede. Por isso, os nadadores não devem se descuidar. Perdem líquido da mesma forma, embora muitas vezes o organismo demore para perceber isso.Por outro lado, água demais também atrapalha o desempenho esportivo – e em casos extremos pode até matar. No quadro chamado hiponatremia, o excesso de líquido provoca a queda da quantidade de sódio no corpo e o inchaço das células. A maior parte delas consegue se adaptar à mudança, mas as do cérebro não. Daí surgem as conseqüências: vômito, dor de cabeça, cansaço, tontura, fraqueza muscular e até convulsão.A hiponatremia afeta principalmente maratonistas e triatletas. O perigo maior é que corredores de longa distância atribuem os sintomas à desidratação e ingerem mais água, agravando a situação. No fim dos anos 90, o médico neozelandês Dale Speedy conduziu um estudo detalhado com os atletas do Ironman, em Auckland, e verificou que 18% deles chegavam ao fim da competição com hiponatremia.
O teste para saber se isso está acontecendo com você é pesar-se antes e depois de correr. O peso ao final nunca deve ser maior que o do começo, mas sempre igual ou ligeiramente abaixo. A Associação de Diretores Médicos de Maratonas Internacionais estipula que os corredores não devem tomar mais de 770 mililitros de líquido por hora durante uma corrida.
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Alice
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